Hoje nos reunimos para celebrar a vida da Regina, a nossa querida Re. Mais do que um nome, ela era um coração generoso, uma presença firme e amorosa que marcou a vida de todos ao seu redor.
Re foi uma filha exemplar, uma mãe dedicada, uma avó carinhosa e uma tia presente. Desde cedo, enfrentou desafios, mas nunca deixou que a dificuldade apagasse sua alegria de viver. Quando jovem, ela se divertia, dançava, ria e compartilhava momentos preciosos ao lado de sua irmã Rita, que hoje não está mais entre nós também, mas que eram unha e carne.
Como mãe, Re foi uma verdadeira heroína. Criou a CHE sozinha, sempre firme e cuidadosa. Também ajudou a cuidar das suas irmãs mais novas, Nizinha e Giselle, e seus irmãos Hamilton, Anísio, Djalma e Alcione. Cuidou dos seus sobrinhos: Alice, Paulinha e Davi com muita dedicação e conselhos sábios.
E por último cuidou a Elisa, sua única neta.
Sempre foi muito prestativa, cuidando de tantas pessoas da família, mesmo carregando seus próprios desafios.
Para cada um de nós, ela era a referência do bem, a voz que acalmava, o colo que confortava e o sorriso que acolhia. A Re foi casa para muitas pessoas. Foi abrigo, foi lar. Tinha aquele cheirinho de mãe, de casa, de colo… ela era o verdadeiro significado de paz.
Ela tinha um jeitinho especial, um cuidado único com cada detalhe da vida: organizada, atenciosa, generosa e sempre preocupada com os outros. Às vezes até meio “cricri”, do jeitinho dela… mas era pra ela que a gente corria quando as coisas apertavam. Porque ela sempre sabia o que cada um precisava.
Inteligente, sincera, sabia aconselhar como ninguém.
A Re nos ensinou a importância de estar presente, de cuidar, de amar e de fazer pequenos gestos que se tornam grandes memórias. Ensinou as meninas a cozinhar, compartilhou suas receitas deliciosas, e quem provou do seu pão caseiro, da batatinha frita picada à mão, do bife acebolado, dos bolos feitos com tanto carinho, sabe que cada receita era também uma expressão de amor.
Era uma pessoa correta, honesta, temente a Deus. Leu inúmeras vezes a Bíblia e carregava sua fé em cada atitude. Nunca fez mal a ninguém. Pelo contrário, foi um ser humano incrível, cheio de compaixão e bondade.
Mesmo nos anos mais difíceis, quando a doença lhe trouxe sofrimento, ela nunca perdeu a força. Apesar de todas as batalhas, ela sempre esteve ali muitas vezes escondendo suas próprias dores para poder cuidar, ajudar e estar presente na vida de quem amava.
Continuou sendo o alicerce da família, o ponto de apoio de todos, a conselheira incansável, a pessoa que sempre se preocupava com o bem-estar do próximo.
Ia sempre ver o Lucca, o “neguinho”, como ela chamava, nos finais de tarde quando ele chegava da creche, e levava a bolachinha champanhe para dividir com ele.
Ah… como você vai fazer falta.
Vai fazer falta nos dias comuns… quando quisermos contar algo, quando precisarmos de um conselho, ou quando bater aquela vontade de comer um bolinho de banana caramelizada com um cafezinho.
A Re partiu, mas deixou um legado de amor, bondade e generosidade que permanecerá vivo em cada lembrança, em cada gesto, em cada receita, em cada abraço que ela nos deu. Nossa saudade será eterna, mas também será eterna a gratidão por tudo o que ela nos ensinou.
Hoje, celebramos a vida da Re nossa tia, mãe, avó, amiga, irmã.
Que seu exemplo de força, amor e dedicação continue a nos inspirar todos os dias.